O amor começa como poesia. Termina como boletim de ocorrência.
No dia de Iemanjá, Renata Maria e Eduardo Silverman se casam. Ela tem 21 anos, ele 22. Estão apaixonados. O futuro parece um poema. Sete anos depois, Renata foge de casa com os filhos, pede medida protetiva e registra boletim de ocorrência contra o próprio marido.
Entre o "sim" no altar e a tragédia final, há um ciclo que se repete como um padrão: o ciúme que vira agressão, a agressão que vira promessa, a promessa que vira trégua, a trégua que se rompe na próxima suspeita.
Renata Maria é um romance em versos que acompanha a jornada de uma mulher do altar ao chão da cozinha - e a jornada de um homem que, não aceitando a perda, comete o crime que a lei não conseguiu impedir.
Com estrutura de tragédia em cinco atos, diálogos que alternam lirismo e brutalidade, e uma tese que dialoga com a psicologia junguiana, o livro expõe as engrenagens do patriarcado e o preço que as mulheres pagam por ousar dizer "não".
Música tema do livro: Chico Buarque
Música tema do livro: The Police
"Coro de sete crianças – entra>
"Renata Maria é um livro ambicioso, corajoso e necessário. Ele enfrenta um tema difícil, o feminicídio, sem romantização, sem vitimização passiva."
"A jornada de Renata — do 'sim' no altar ao 'ai, ai, pai filho da puta' no chão da cozinha - é uma tragédia grega transplantada para o Rio de Janeiro contemporâneo."