Condenada a 50 anos, chamada de "pastora do diabo". Mas e se a história dela fosse mais do que a manchete?
Flordelis – a mensageira de Deus é uma tragédia espiritual em seis atos. Inspirada no caso real da pastora-deputada que mandou matar o próprio marido, a obra não a defende – a atravessa. Da menina abusada na infância à líder religiosa, da ascensão política à conspiração final, do julgamento à cela de prisão.
No centro do livro, o Ato V: uma descida ao inferno interior, trauma; morte do ego. Sete degraus de ascensão: sacrifício, abnegação, compaixão, perdão, gratidão, amor e gnose.
Este é o terceiro volume da trilogia iniciada com Suzane Von Richthofen, passando por Elize Matsunaga. Não é true crime. É pergunta: a redenção é possível para quem fez o imperdoável?
Com influências de Dante, Jung e do gnosticismo, a obra conduz o leitor por uma jornada única: do fundo do poço à possibilidade de uma nova vida interior.
Música tema do livro - Paulo Coelho/Raul Seixas
Música tema do livro - George Harrison
"Flordelis fecha a trilogia com chave espiritual. Suzane matou por amor tardio. Elize matou por medo de perder a filha. Flordelis mandou matar por poder, dinheiro e controle – mas também por uma alma fraturada desde a infância."
No caso real, Flordelis dos Santos de Souza foi
condenada a 50 anos de prisão. A imprensa a
chamou de “pastora do diabo”. A opinião
pública a condenou antes do tribunal.
Esta tragédia não contesta o veredito, propõe apenas um
outro olhar: o de uma menina abusada na infância que
cresceu, construiu um império religioso e se perdeu no
caminho.
A jornada espiritual do Ato V - a descida ao inferno
interior, a "morte" do ego, a ascensão pelos sete degraus - é
uma livre adaptação de conceitos gnósticos e junguianos.
Não há pretensão de verdade revelada. Há, sim, a proposta
de que o leitor considere: e se a redenção for possível
mesmo para quem fez o imperdoável?
Este livro não é uma defesa de Flordelis. É uma defesa
da possibilidade de autotransformação que permeia todo
ser humano.