"Quando o amor nasce onde o mundo insiste em plantar ódio, a tragédia é apenas uma questão de tempo."
Em Nega & Enzo – o amor proibido, Nezimar H. Borges constrói uma tragédia contemporânea sobre o racismo cordial que ainda atravessa lares, políticas e corações. Enzo, filho único da elite branca de Novo Hamburgo, carrega o apelido de "Último Romântico". Mana Nega, vocalista de uma banda local, tem na voz sua arma e na pele sua sentença.
Entre shows de rock, juras de amor e o sonho ingênuo de uma família, os dois adolescentes descobrem que, para alguns, amar é um ato de rebeldia. A família de Enzo, liderada por um pai candidato a prefeito, não perdoa a ousadia. O que se segue é uma espiral de violência: sequestro, aborto forçado, traição e uma sucessão de mortes que lembram o melhor do drama elisabetano.
Com ecos de Shakespeare e a crueza do nosso tempo, Nega & Enzo não é apenas uma história de amor proibido. É o retrato de uma sociedade que aplaude a mistura na música, mas a condena na mesa de jantar.
"Sem ela, aqui, não sou capaz / Fazer nada, nem durmo mais!"
Há escritores que observam o mundo pela janela, Borges prefere descer à rua, sujar os sapatos e sentar no banco da praça ao lado de um mendigo chamado "Sicário". Foi assim, em Novo Hamburgo, que ouviu a história que inspiraria o poema Nega & Enzo.
Escritor amapaense radicado no Rio de Janeiro, Nezimar é um colecionador de dramas humanos. Escreveu sobre o poder do dinheiro, o poder do sexo, o poder da religião. Investigou a mente de assassinas reais como Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga. Buscou as leis espirituais da riqueza e a alma alquímica feminina em Helena e A alquimista. Mas aqui ele faz algo diferente: não apenas conta uma história - ele a canta. Em versos rimados e metrificados em octossílabos, o autor se permite ser, ele mesmo, um "último romântico". E nos entrega sua obra mais visceral.
Música tema do livro - Nelson Cavaquinho
Música tema do livro - Pearl Jam
"Coro, entra.
"Nega & Enzo é um livro para quem não tem medo de sofrer. É para quem acredita que a literatura ainda pode mudar olhares. Racismo, amor, política, família — tudo em versos que cortam como faca."